Os disjuntores são essenciais em toda instalação elétrica e você vai aprender agora 3 dicas essenciais para escolher o modelo ideal para seu projeto.

Escolha o disjuntor relacionado ao cabo elétrico

A primeira dica é: a escolha do disjuntor está sempre relacionada ao cabo que é conectado na saída dele. Então você faz a escolha correta do cabo, levando em conta o tipo de condutor, a queda de tensão e local de passagem e só depois disso você escolhe o disjuntor, sendo que a corrente do disjuntor deverá ser sempre menor do que a máxima suportada pelo condutor.

Isso quer dizer que um condutor que suporta até 21 A, você deverá escolher um disjuntor de 20A ou menor do que isso. Então não vá cometer aquele erro antigo de manter mesmo condutor e trocar um disjuntor por outro de maior corrente para ele não desarmar.

Conheça as curvas de disjuntores

A segunda dica é sobre as curvas de disparo do disjuntor, que são 3 e geralmente estão especificadas em negrito com o valor da corrente do disjuntor logo à frente.

Os disjuntores de curva B são para cargas puramente resistivas tais como as lâmpadas incandescentes e algumas tomadas de uso geral ou de pequena potência indutiva, como por exemplo os ventiladores residenciais menores. Já os disjuntores de curva D são mais utilizados em indústrias e aplicáveis em cargas com potência indutivas médias e altas, como por exemplo os motores elétricos.

Agora os disjuntores mais comuns no mercado são esses daqui de curva C. Isso porque eles são indicados para cargas com potência indutivas pequenas e médias de uso doméstico, tais como geladeiras, sistemas de iluminação de led e ar condicionado, enfim, está relacionada à maioria dos equipamentos das nossas residências. O disjuntor curva C atua instantaneamente quando a corrente de curto-circuito alcança de 5 a 10 vezes a corrente nominal especificada no disjuntor.

Confira a capacidade máxima suportada pelo disjuntor

Por falar em curto circuito, a terceira dica muitos ignoram: Você sabe o que significa o número apresentado no disjuntor que geralmente têm valores acima de 1000 A ou 1 kA?

Esse valor se refere a capacidade máxima de interrupção de uma corrente de curto-circuito suportada pelo disjuntor. Resumindo, se ocorrer um curto-circuito na instalação com corrente superior a especificada no disjuntor, ele poderá ser danificado e não funcionará mais corretamente. Logo, ele deverá ser trocado! E você consegue saber o valor aproximado da corrente de curto-circuito do transformador descobrindo qual a potência e tensão de saída dele, e consultar a tabelinha que está dentro da NBR5410, que nos mostra o valor aproximado. Isso quer dizer um transformador com potência de 80 kVA e a saída em 127/220, terá a corrente de curto-circuito na saída de 4,4kA. Como esse disjuntor aqui possui a corrente de curto circuito superior, de 4,5 kA, ele não será danificado.

Dica bônus: sabe esses furinhos bem discretos que fica nessa parte central aqui desse disjuntor? Pois é, isso é uma medida de segurança para inserção de bloqueio mecânico, o qual é previsto na NR-10 para você fazer o seu trabalho de maneira segura. Isso garante que quando você estiver fazendo uma manutenção com a instalação desenergizada, ninguém vai chegar lá e meter o dedão no disjuntor fazendo você tomar o choque, beleza? Esse bloqueio é bem barato e simples de ser instalado, pois é só encaixar e depois colocar um cadeado.

 

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